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CURSO DE FILOSOFIA UNIVERSAL
DE J. O. BILDA

APRESENTAÇÃO


O Curso de Filosofia Universal tem por objetivo a formação integral (Bildung), por meio de um currículo clássico liberal e didática humanista, conjugando áreas pertinentes à Filosofia e às Ciências. Em outras palavras, o aluno aprenderá a estudar e a pesquisar em qualquer caminho intelectual com autonomia absoluta, respeitando a harmonia entre o pensar (lógica), o escrever (gramática) e o falar (retórica).

Por Filosofia Universal entendo a integração entre três grandes campos do conhecimento, a citar, a filosofia, a ciência e a religião. Por seus limites próprios e seus fins, neste Curso os dois primeiros serão considerados como primários e dominantes sobre o último.

Este programa foi construído ao longo de dois anos de trabalho ininterrupto, nisto incluindo a aquisição de livros, a tradução de artigos e livros, a diagramação de fragmentos textuais, a didatização de obras clássicas do pensamento e ciclos de estudo voltados ao ensino. Este Curso, portanto, não é gratuito, e tampouco pago, mas encoraja a contribuição espontânea sob forma de presentes e/ou doações em dinheiro, garantindo a manutenção e crescimento desta ideia educacional liberal.

O Curso operará simultaneamente sobre duas dimensões formativas:

  1. Dimensão intelectual, em que se situam os conteúdos curriculares e as aulas propriamente ditas ministradas por meio de estudo aplicado sobre textos-fonte;

  2. Dimensão existencial, em que se situam orientações concernentes ao autoconhecimento e desenvolvimento pessoal dos alunos por meio de pesquisa biográfica e familiar.


MÉTODO DE ENSINO

O nível de escolaridade mínimo exigido para ingresso é de Curso Superior.

As aulas serão ministradas por videochamada uma vez por semana com duração de quatro (04) horas cada. A duração do curso será de nove (9) a doze (12) meses.

O método de exposição será dialógico, compreensivo, adogmático e crítico. A maior parte das aulas consiste em leitura comentada de clássicos originais, sem filtros, sem resumos, sem apresentações de slides generalistas, sem adulterações de conteúdo ou interferências ideológicas alheias ao estudo.

Os trabalhos serão todos individuais, tal como as avaliações, e abarcarão as seguintes formas: comentário, resenha, resumo, dissertação, interpretação. Será feito largo emprego de filmes e ilustrações, além de eventuais textos de apoio e recomendação de livros.

A avaliação obedecerá a um critério qualitativo e pessoal, e todas as notas atribuídas serão sigilosas e acompanhadas de uma apreciação particular. Assim considerando, não serão equacionadas notas ou cálculos de média.

A organização interna deste Curso obedece a uma hierarquia rígida. Só avançará para a Unidade de Estudo seguinte o aluno que concluir satisfatoriamente (nas duas dimensões, intelectual e existencial) a precedente. Não haverá recuperações nem atrasos na prossecução dos estudos, todavia tudo poderá ser acordado e avaliado entre aluno e professor de modo franco e cordial.

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR

Em Filosofia, as áreas de concentração estudadas serão: Epistemologia, Filosofia da Natureza, Filosofia da História e Filosofia Política.

Em Ciências, as áreas de concentração serão: Ciências Naturais (Biologia) e Ciências Sociais (Arqueologia, Historiografia e Antropologia).

O Curso é composto por oito (08) Unidades de Estudo, das quais algumas possuem subdivisões, a contar a unidade de Introdução. As quatro primeiras, isto é, a primeira metade do Curso, possui teor predominantemente filosófico-político, ao passo que a segunda, teor científico-histórico; contudo, ressalto, as áreas do saber se interpenetram em um sistema orgânico.​

MATRÍCULA

O interessado deverá manifestar-se pelo Formulário de Contato do site, e será incluído em uma fila de espera para a ocasião de abertura de vagas.

 
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GRADE CURRICULAR – UNIDADES DE ESTUDO

 

INTRODUÇÃO - VIDA INTELECTUAL E MÉTODO DE ESTUDO

  1. EVOLA, Julius. Elite dos guardiões. In: Revolta contra o mundo moderno.

  2. SERTILLANGES, A.-D. A vocação intelectual. In: A vida intelectual.

  3. RUIZ, João Álvaro. Guia para eficiência nos estudos. In: Metodologia científica.

  4. FOLSCHEID, D.; WUNENBURGER, J.-J. Metodologia Filosófica.

UNIDADE I - AURORA DO PENSAMENTO I: FILOSOFIA

I.I Mito, Pré-socráticos e Heráclito

  1. OS PENSADORES. Mito e epopeia. In: Pré-socráticos.

  2. OS PENSADORES. Nascimento da filosofia. In: Pré-socráticos.

  3. OS PENSADORES. Heráclito — Fragmentos. In: Pré-socráticos.

I.II Filosofia Clássica

  1. OS PENSADORES. Sócrates – vida e obra. In: Sócrates.

  2. OS PENSADORES. Platão – vida e obra. In: Platão.

  3. PLATÃO. Láques – Da Coragem.

  4. PLATÃO. Cármides – Da Temperança.

  5. PLATÃO. Hípias Maior – Do Belo.

  6. PLATÃO. Íon – Da Inspiração Poética.

  7. PLATÃO. Êutifron – Da Piedade.

  8. PLATÃO. Alcibíades – Da Alma.

  9. PLATÃO. O Banquete – Do Amor.

  10. PLATÃO. Fedro – Do Belo.

UNIDADE II – POLÍTICA CLÁSSICA E HISTÓRIA UNIVERSAL

II.I – Política Clássica (Filosofia Política)

  1. PLATÃO. Carta sétima.

  2. PLATÃO. Crítias – Da Atlântida.

  3. PLATÃO. Timeu – Da Atlântida.

  4. PLATÃO. O Político.

  5. PLATÃO. A República.

  6. OS PENSADORES. Aristóteles – vida e obra. In: Aristóteles.

  7. ARISTÓTELES. Política.

  8. MORUS. A Utopia.

  9. CAMPANELLA. A Cidade do sol.

  10. HOBBES, T. Leviatã.

  11. ROUSSEAU, J.-J.. Do contrato social.

II.II – História Universal (Filosofia da História)

  1. BOSSUET, J. Discurso da História Universal.

  2. KANT, I. Ideia de uma História Universal com um propósito cosmopolita.

  3. HEGEL. Fenomenologia do Espírito.

  4. HEGEL. A história universal. In: Filosofia do direito.

  5. HEGEL. Lições sobre a filosofia da história universal.

  6. BOTELHO, Raposo. Compêndio de História Universal.

  7. VALENTIN, Veit. História Universal.

UNIDADE III – AURORA DO PENSAMENTO II: CIÊNCIA E MÉTODO

III.I – Pseudociência

  1. SAGAN, C. A coisa mais preciosa. In: O mundo assombrado pelos demônios.

  2. ENCYCLOPEDIA. Pseudociência.

III.II – Método científico

  1. PARACELSO. Breve catecismo de alquimia.

  2. BRUNO, Giordano. Acerca do infinito, do universo e dos mundos.

  3. BACON, Francis. Novum organum.

  4. DESCARTES, René. Discurso do método.

  5. GALILEI, Galileu. O mensageiro das estrelas.

  6. GALILEI, Galileu. O ensaiador.

  7. NEWTON, Isaac. Princípios matemáticos.

  8. MENDEL, Gregor. Experimentos de hibridação de plantas.

III.III – Evolucionismo

  1. ENCYCLOPEDIA BRITANNICA. Herbert Spencer.

  2. SPENCER, Herbert. Do progresso.

  3. SPENCER, H. Filosofia evolucionista.

  4. BIZZO, Nélio. Pré-darwinismo.

  5. DARWIN, Charles. Luta pela existência. In: Origem das espécies.

  6. DARWIN, C. Seleção natural ou sobrevivência do mais apto. In: Origem das espécies.

UNIDADE IV – DA PRÉ-HISTÓRIA ÀS ORIGENS DA CIVILIZAÇÃO

  1. GOULD, Stephen Jay. Vida maravilhosa.

  2. PILETTI, N.; PILETTI, C. Pré-história. In: História & Vida.

  3. CLARK, Grahame. A pré-história.

  4. GRIMBERG, Carl. Aurora da civilização. In: História universal.

  5. BURNS, Edward McNall. Culturas pré-literárias. In: História da civilização ocidental.

  6. GRANT, Madison. O homem eolítico. In: A passagem da grande raça.

  7. MONROE, Paul. Educação primitiva. In: A história da educação.

  8. BURNS, E. M. Natureza e origem das civilizações. In: História da civilização ocidental.

  9. EVOLA, Julius. Introdução e método. In: Revolta contra o mundo moderno.

  10. BURNS, E. M. Civilização egípcia. In: História da civilização ocidental.

UNIDADE V – ANTROPOLOGIA ÉTNICA E CULTURAL

  1. DARWIN, Charles. A origem do homem e a seleção sexual.

  2. DARWIN, C. Hibridismo. In: A origem das espécies.

  3. MORGAN, Lewis Henry. A sociedade antiga.

  4. BURNS, Edward McNall. Civilização mesopotâmica. In: História da civilização ocidental.

  5. BURNS, E. M. Civilização hebraica. In: História da civilização ocidental.

  6. [...]

UNIDADES V, VI E VII

As Unidades de Estudo V, VI e VII são privativas e reveladas apenas aos estudantes de excelência.

 
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Marcelo S. Irmão, pesquisador de Ciências Agrárias, estudante do Curso.

Sempre fui muito aberto a aprendizagens em geral, e raramente me fechei num dogma. A universidade soube aproveitar muito bem essa abertura como uma oportunidade para uma intensa lavagem cerebral. Portanto, cheguei ao Curso com um espírito confuso, com algumas concepções em formação, e emocionalmente ansiando por um centro, especialmente depois de anos de erros e cabeçadas que me geraram incômodas dissociações cognitivas. 

Saí do curso espiritualmente ereto, postura que me possibilitou ver o brilho intenso da verdade no topo da montanha. Quanto mais perto chego do brilho, mais facilmente consigo distinguir as formas de um espelho, que me reflete. Assim, tenho aprendido a olhar para dentro de meu ser, que não está, hoje o sei, espacialmente contido dentro do meu corpo, mas latente em meu sangue, uma centelha. Em geral, digo que o curso foi uma das
melhores experiências da minha vida, quiçá a melhor!

Ah, o que dizer do professor Jonas! Uma inteligência imensurável, uma sabedoria sensível, um humor corrosivo, uma didática visceral, uma vida exemplar e uma estética que vai do elegante e costumeiro traje social ao belo sorriso alinhado e ofuscante. O melhor professor que tive na escola fica muito aquém do professor Jonas em termos de personalidade, originalidade, experiência e propriedade no que diz, todos critérios inteiramente independentes do contexto, dos assuntos, dos materiais, do ambiente ou da cartilha, que é o que um professor inferior geralmente usa para justificar sua inferioridade. Não! Tudo isso diz respeito à pessoa Jonas, evidenciando que ser educador é parte de sua natureza, é o seu lugar próprio, seu “aí” enquanto Ser. É o elemento civilizador uma vez mais brilhando sobre a terra. A todo esse nível de excelência, que julgo aqui objetivamente apesar da filosofia e da historiologia implícitas, e que mal cabe numa escala numérica, dou nota 5 de máxima excelência, de desempenho excelso em seu sentido mais primigênio: o que vem do céu, do alto, dos reinos celestiais e sublimes. Ouso ainda dizer, com a bênção das musas, às quais solicito humildemente que me concedam esta breve licença poética apesar de em nada ser grego: foi de uma excelência deveras zeálica, isto é, que desce diretamente dos portões mágicos do Reino de Zeal.